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Este ano ficará para sempre marcado na minha memória como um dos mais desafiantes, mas também como um dos mais transformadores da minha vida. Entre vitórias que me trouxeram sorrisos e desafios que testaram os meus limites, vivi um misto de emoções que nunca vou esquecer.
Os altos: mudanças e conquistas
Um dos momentos mais marcantes deste ano foi a minha mudança de trabalho. Embora tenha sido um passo assustador no início, senti que era o momento de arriscar e procurar algo que me trouxesse mais equilíbrio e realização. Não foi fácil adaptar-me a uma nova rotina, mas aos poucos percebi que esta mudança era exatamente o que precisava para começar a construir algo novo para mim. Se é o que mais amo fazer na vida? Não é! Mas era o que estava a precisar para criar novos rumos para a minha vida.
Outro ponto alto foi perceber o quanto cresci enquanto pessoa. Aprendi a valorizar as pequenas coisas, a celebrar as vitórias, por mais simples que fossem, e a dar prioridade ao que realmente importa.
Os baixos: desafios de saúde e momentos difíceis
Nem tudo foi fácil, e a minha saúde foi o maior desafio deste ano. Descobri que tenho pedras na vesícula e que, mais cedo ou mais tarde, terei de ser operada. Estas crises não só trouxeram dores físicas, mas também uma avalanche de preocupações e mudanças no meu dia a dia.
Além disso, foi um ano em que percebi que preciso cuidar mais de mim. Entre as restrições alimentares, consultas médicas e dias difíceis, tive momentos em que a exaustão e o cansaço quase tomaram conta de mim.
Lições aprendidas e um olhar para o futuro
Apesar de todos os altos e baixos, este ano ensinou-me algo fundamental: a importância da resiliência e de nunca desistir. Aprendi que sou mais forte do que imaginava e que, mesmo nos momentos mais difíceis, há sempre algo para agradecer.
Enquanto encaro o próximo ano com uma mistura de receio e esperança, estou determinada a continuar a cuidar de mim, a preparar-me para a operação e a manter o foco nos meus objetivos pessoais. Quero acreditar que cada desafio é uma oportunidade para crescer e ser melhor.
Se há algo que este ano me mostrou, é que nunca estamos sozinhos. O apoio da minha família e namorado foi essencial para atravessar os momentos mais complicados.
Podem sempre continuar a acompanhar-me mais de perto no INSTAGRAM: NA1PESSOA
Sempre ouvi dizer que a vida é feita de mudanças, sejam elas positivas ou não. A esperança de que seja para melhor está sempre presente, ou assim seria de esperar. Deparei-me que estive mais de um ano sem cá vir. E parece que ainda ontem aqui estive a escrever. E sim, a vida mudou. De altos e baixos, neste momento as mudanças têm sido positivas em vários pontos, e é neles que me tento focar mesmo tendo vários pontos negativos que poderia observar.
O último ano deu tantas voltas que nem sei bem as emoções que devo transbordar por aqui. Encontrei-me cerca de 4 anos a trabalhar na mesma empresa. Restauração. É, eu saio da restauração, mas a restauração parece que não sai de mim!
Sendo bastante sincera, durante esses cerca de 4 anos 90% do tempo quis sair da mesma, mas havia sempre algo que me fazia ponderar em não sair. O ter contas para pagar ao fim do mês, o ser um trabalho a tempo inteiro, com ordenado fixo, sem haver falhas no mesmo, uma empresa grande que me deu a efectividade. Muitos provavelmente questionavam porque queria eu tanto sair daquele local. O não estar feliz era o primeiro ponto. Não reconhecerem o nosso valor e sermos apenas um número para uma empresa tão grande, que só vê lucros e não direitos humanos e tantos outros pontos que podia estar aqui até amanhã a enumerar todos eles. São alguns dos pontos muito provavelmente que coincidem com enumeras empresas, sendo elas ou não "grandes" no nosso tão pequeno país. Dei por mim a dizer aos meus mais próximos que não aguentava mais tanta falta de respeito para connosco funcionários e que ia dar a minha carta de rescisão. Acho que estava a tentar convencer-me mais a mim de que tinha de o fazer do que a eles. A certo momento quando estava praticamente decidida a sair da empresa ofereceram-me uma subida de cargo. Fiz-me de difícil também, queria sair da empresa e ao mesmo tempo estava confusa. Na minha cabeça não fazia sentido tratarem-me de uma forma e posteriormente oferecerem-me uma subida de cargo para gerir uma equipa e gerir turnos na mesma loja. Aceitei. O meu coração quis experimentar algo diferente e dar uma nova oportunidade a esta mesma empresa, que sempre soube como tratava todos os funcionários. Não foi tudo um mar de rosas, o único ponto positivo que tirei do tempo que estive a chefiar (mais de 1 ano), foi a experiência maravilhosa de lidar com pessoas, de gerir pessoas e conseguir perceber o seu lado sem que elas percebessem que eu as estava a "estudar". Avaliar os outros tornou-se uma tarefa bem vista pelos colegas que larguei ao subir de cargo. Eu vim do mesmo lugar que eles, sabia suar como eles e não falar por falar, não reclamar por reclamar. Mas não durou muito tempo a boa sensação de liderar, sim porque eu não queria ser chefe mas líder. Independentemente de quem estava acima de mim aceitar bem ou não. Não, não aceitaram bem, porque eu tinha de ser rígida e agir como eles agiam, tinha de ser a mázona. Tentei o máximo afastar-me desses pontos, porque acima de tudo somos pessoas não somos um número. Mais de 1 ano que tentei combater tal situação no que me era possível. Entreajuda, apoio e solidariedade para com quem estava onde eu estive.
Enquanto isso as humilhações foram constantes por parte de superiores, porque eu não correspondia ao que eles queriam e tentaram moldar-me mil e uma vezes sem sucesso. Eu tive uma equipa de colaboradores do meu lado. Falhei com eles no momento que pedi transferência para uma nova loja, onde esperava eu ter descanso psicológico. Uma experiência curta de 3 meses, onde percebi que as pessoas mudam mas a "porcaria" é a mesma!
No meio de estar esgotada psicologicamente e doente fisicamente, comer o que não devia constantemente no trabalho, ser obrigada a colocar baixa pela minha situação de saúde, ser "ameaçada" com palavras fofinhas no trabalho quando regressei, decidi que iria colocar a minha carta de demissão. Definitivamente! E entreguei mesmo, preferi usar o calor do momento para o fazer. Um misto de emoções que tive nesse dia, e não me arrependo um segundo de o ter feito!
Já em 2024, apresentei a minha demissão. 2 meses que tinha de cumprir de tempo legal, sendo 1 deles férias. Não nego o medo, não tinha como me desenrascar se não arranjasse trabalho em "tempo record". Sabem uma coisa? Quando temos noção do nosso valor não temos de correr muito. Ainda estava a dar o tempo a casa na empresa que me encontrava, já estava contratada na empresa onde estou hoje. É a mesma área? Sim. Como disse, eu saio da restauração, mas a restauração não sai de mim! Há uma diferença, não sou humilhada, tenho condições de trabalho melhores, o meu psicológico está aos poucos a melhorar e sinto-me bem a fazer o que faço. Não preciso de retribuições, apenas um "obrigado" quando os objectivos são alcançados.
Por isso, quando estiverem mal em algum lugar, não tenham medo de arriscar. Se tive sorte? também. Nem sempre corre desta forma tão rápida a mudança. Mas, não sejam infelizes enquanto os outros riem com as vossas tristezas!
Desde que veio a pandemia que cada vez mais penso neste assunto. Fazer o que gosto, a todos os níveis! Seja a nível pessoal, seja a nível profissional. Vou ser muito sincera, na minha opinião, a nível pessoal é muito mais fácil fazer algo que gostamos do que a nível profissional.
Hoje apeteceu-me focar no lado profissional, até porque estou de férias e faz todo o sentido pensar no assunto (ou não, não faz sentido nenhum, mas hoje apeteceu-me). Este é um tema que pode dar "pano para mangas", mas vou tentar ser o mais resumida possível (ou pelo menos irei tentar). Quem tem, a meu ver, a sorte de trabalhar no que gosta muitas vezes ouço dizer que é cansativo porque muitas vezes trabalham por conta própria e dá muitas dores de cabeça. Quem não trabalha no que gosta, onde eu me insiro, tem outra visão da situação. E é disto que vou falar, baseando-me na MINHA EXPERIÊNCIA e nada mais que isso. Cada caso é um caso, cada um com as suas vivências, experiências e opiniões.
No meu caso em particular, não fazer o que gosto a nível profissional afecta-me bastante no meu dia-a-dia. Afecta-me no sentido de me sentir completamente desmotivada quase dia sim dia sim, mesmo para as coisas básicas do meu dia. Mesmo acordando bem disposta, vem aquele peso de "não estou a fazer algo que eu gosto". Não me sinto realizada e isso acho que é um ponto de extrema importância na nossa vida. É verdade que o ser humano está sempre, ou quase sempre, insatisfeito com algo. Mas também é verdade que quanto mais realizados estamos, quanto mais felizes conseguirmos ser, melhor o nosso trabalho consegue ser. Dá para ver "de fora" quando a pessoa gosta do que está a fazer, ou não.
E vocês, fazem o que gostam ou fazem "o que tem de ser"?
Aproveitem e visitem a página do instagram, onde acabo por estar muito mais activa: @na1pessoa
Sou uma das pessoas que mais critica o "trabalho forçado" na área da restauração,mas não posso deixar de admitir o seu lado positivo. Se tem pontos positivos? Muito poucos mas tem, principalmente quando se trata de primeiro emprego nesta área.
Para quem arranja um primeiro emprego na área da restauração (principalmente me refiro a cadeias de fast-food que foi onde me iniciei e sei falar por experiência própria) pode esperar trabalho exagerado por pouco dinheiro no final do mês (isto comparando o trabalho que temos para o que recebemos). No entanto vão aprender muito sem qualquer sombra para duvidas. Vão aprender a ser bastante tolerantes, a ter brio profissional, ganhar a vontade com o público e a serem mais extrovertidos. Sempre fui muito tímida e trabalhar nesta área perdi grande parte dessa timidez e vergonha que tinha em falar com "desconhecidos". Isto claro, em ambiente profissional.
Podem aqui também aprender, pelo menos as bases, de como ser assertivo a realizar vendas, principalmente venda sugestiva alusiva a restauração. Acabam por ganhar uma boa bagagem para futuros trabalhos, caso não ganhem a paixão pela área em questão e queiram a curto/médio ou longo prazo mudar de área.
O primeiro trabalho é, quase sempre, uma dor de cabeça para encontrar, independentemente de sermos ou não formados em alguma área. Uma dor de cabeça para perceber onde nos podemos iniciar. Passei por essas preocupações toda quando procurava trabalho pela primeira vez. Um dos locais mais fáceis de ser aceite sem qualquer experiência é a área da restauração. Digo isto pela minha experiência e pelo que me fui apercebendo ao longo dos anos em que trabalhei nesta área. Foi precisamente nesta área que arranjei o meu primeiro trabalho. Em restauração, numa cadeia de fast-food que é uma das mais conhecidas nacional e mundialmente. Não posso dizer que foi a experiência mais maravilhosa do mundo, nem tão pouco mais ou menos. Foi um lugar onde aprendi bastante, onde aprendi mesmo muito! Muito mais do que alguma vez achei que ia aprender num lugar assim. Em um (1) ano de trabalho posso referir que o que mais custou foi mesmo as pessoas em si. A pressão que nos é colocada, ter colegas que querem subir na carreira ali dentro a toda a força (e não se importarem de passar por cima de quem quer que seja para isso), não ter horas para sair, não serem pagas horas extras (que são horas que os colaboradores fazem todas as semanas a mais e ficam a ver navios). E, para muitos uma das melhores coisas, para outros algo que estraga de certa forma o nosso organismo e que acaba por nos enjoar... comer constantemente hamburguers a todas as refeições. Ou quase todas, visto que se estiverem num shopping podem fazer troca de comida com as restantes cadeias alimentares pertencentes ao grupo em que se encontram (isto se tiverem a sorte de alguém querer trocar a sua refeição convosco).
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