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O problema dos presentes para homem

por *Márcia S.*, em 07.12.19

Todos os anos, quando chega a altura do Natal, sinto o mesmo problema em mãos. O que oferecer aos homens?! Isto é, ao meu namorado acaba por ser fácil. Mas aos restantes, por exemplo o meu pai, é um bicho de sete cabeças! A maioria das sugestões que são apresentadas ele não lhes dá uso. 

É um homem esquisito nas coisas, não usa qualquer tipo de acessório, perfume é só uma marca e aquele em específico. Roupa, tem de sobra é mesmo que seja uma opção acaba por ser "mais do mesmo". Uma bebida também é esquisito o suficiente para ser sempre a mesma. 

Quando chega a esta altura do ano, principalmente com o meu pai, é um pouco complicado conseguir escolher a melhor lembrança ou presente para lhe oferecer!

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Não te fiques pela metade

por *Márcia S.*, em 16.11.19

Durante muitos anos contentava-me com pouco. O mínimo era suficiente para mim. Não tinha ambição, não tinha grande vontade de querer lutar mais por algo que quisesse muito. Se não fosse fácil de alcançar nem faria parte dos meus planos. Talvez algo pelo que muitos passam em certos momentos da vida, ou pelo menos alguns. Ou talvez tenha sido só eu!? 

Ao longo do tempo os bocadinhos não me chegavam. Fui querendo mais e mais, e melhor! Não que me tivesse tornado gananciosa, apenas não me queria contentar com pouco, não queria metades!

Merecemos sempre algo melhor e principalmente por inteiro! 

Independentemente de conseguir alcançar os objectivos, sabe bem sentir que se está a lutar por algo que desejamos. Concretizar será, talvez, o próximo passo! 

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Cabelos curtos vs cabelos compridos

por *Márcia S.*, em 17.08.19

Pessoalmente andei uns anos que não queria cabelo curto em mim mesma. Olhava as minhas fotografias de criança e via-me com repas e cabelo curtinho e não sei porquê, não gostava nada! Conclusão? Passei a adolescência a preferir o meu cabelo dos ombros pra baixo, SEMPRE! 

Há uns anos, já cansada do meu cabelo ser comprido (apesar de o ir cortando e até por vezes lhe fazer um corte diferente, mas a nível de tamanho era sempre dentro do mesmo), decidi mudar. Digamos que eu usava o cabelo "médio". Não era curto, mas também não era extremamente comprido. 

Fartei-me e decidi cortar. Fui até ao cabeleireiro (digamos cabeleireira, pois era, e ainda é, uma mulher) e pedi que cortasse o cabelo. A primeira vez que fui naquela cabeleireira tive um misto de amor - ódio perante ela. Pois, ela foi eficaz no que fez, porém adorava (e ainda adora) cortar até mais não! Ora bem, o meu cabelo é liso mas com alguma ondulação. Basta um bocadinho de vento que ele encolhe logo um bocado. Basta eu lavar que ele depois de seco encolhe logo um bocado. E senti que a cabeleireira não teve isso em atenção quando cortou o cabelo. De qualquer maneira, habituei-me tão bem a ter cabelo curto que nunca deixei de lá ir. Continuo até hoje a frequentar a mesma cabeleireira, principalmente para deixar o meu cabelo curtinho. Tenho usado o meu cabelo com o mesmo penteado há mais de ano e meio, sempre o mesmo (e tem sido o mais curto de sempre!). Além do mais já lá pintei o cabelo e ela tem sido sempre excelente no trabalho que faz comigo, sendo que para o trabalho bem feito que faz não leva nada caro! Nunca vi ninguém da área que fizesse preços competitivos com ela, e já vi montes de salões a fazer o mesmo que ela (e muitas vezes não tão bem feito ou com qualidade inferior) e a pedir bem mais dinheiro por esse trabalho! 

Conclusão, hoje adoro cabelo curto e não o troco por cabelos compridos!! 

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O que valerá mais?

por *Márcia S.*, em 08.03.19

Ultimamente dei por mim a pensar e repensar em coisas que talvez façam sentido, ou talvez não. Cada vez mais consigo ver e perceber, em tudo e todos que me rodeiam, que as prioridades são completamente diferentes de uns para os outros. Para uns vale mais a pena o sentimento de posse, para outros o valor que os move (refiro-me a fazerem mais para receber mais, ignorando tudo o resto), outros o tempo para gozar a vida, já outros o equilíbrio entre todas as anteriores. Questiono-me algumas vezes qual a mais correta, isto se alguma das opções for "a mais correta". Se realmente deve existir um certo equilíbrio, se deve existir um ponto prioritário em relação a todos os outros. Se alguém consegue ser feliz com o equilíbrio de todos, ou se pelo contrário conseguirá ser feliz com um dos pontos em primeiro lugar na sua vida.

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Muito lamechas, talvez?!

por *Márcia S.*, em 02.02.19

Há anos atrás deixei de acreditar no amor verdadeiro. Também devido a não ter tido relações amorosas, na altura tinha tido uma, como tantas outras pessoas da minha idade que grande parte delas já contava imensas relações (não que isso seja bom, pelo contrário, nunca achei bonito a miúdas com os seus 16 anos a contarem 5 ou 6 namorados, que sim existem esses casos). Porém a baixa auto-estima era algo que predominava na minha vida, o que me levava a crer que o amor não era para mim. 

No meio de "amores e desamores", conheci a pessoa que posso dizer que é a pessoa mais maravilhosa que já conheci na minha vida. Sabem quando conhece uma pessoa que, aos poucos, vos torna mais confiantes, vos admira e gosta de vocês como são... é uma sensação maravilhosa.

Confesso não ter sido fácil, ambos estávamos com medo de sair magoados, mas talvez tenha sido isso que nos fez ser mais cuidadosos um com o outro e com uma pitada extra de romantismo. Se já o éramos antes, agora somos ainda mais. Ao fim de um ano, e que venham tantos outros iguais ou melhores (se assim for possível), posso garantir que me sinto uma mulher extremamente feliz a seu lado. Se soubesse o que sei hoje, sem sombra para dúvidas que me teria declarado a ele mais cedo. Não aconteceu antes, mas aproveitamos bem o "tempo perdido". 

Não deixei de ser insegura, mas esse lado melhorou bastante no último ano. A seu lado sinto-me a mulher mais segura do mundo. Afastada dele, pelo contrário, começou a existir um vazio enorme em mim. 

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