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Estar onde somos felizes

por *Márcia S.*, em 20.06.18

Por vezes dou por mim a pensar onde pertenço, onde sou e estou feliz. Afinal, ao longo dos anos estes são pontos que vão sendo alterados. Aos poucos vamos conseguindo, devido a estarmos mais maduros, ter consciência do que somos, onde pertencemos, onde e com quem somos felizes. Ao longo dos anos as nossas respostas vão mudando até que, creio eu, conseguimos ter a consciência de como as coisas funcionam no nosso mundo. Acredito que, até certo ponto, conseguimos a certa altura manter algumas dessas respostas para a nossa vida, para o nosso futuro. Não só por ser uma fase que acreditamos que irá ser para durar algum tempo. Mas talvez o nos tornarmos pessoas mais maduras e querermos algo mais consistente e/ou palpável para o nosso futuro. Talvez isso nos faz ter certezas que enquanto seres imaturos não conseguimos ter. 

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Sonhar nesta vida não chega

por *Márcia S.*, em 19.06.18

Conforme fui crescendo fui crescendo fui percebendo que sonhar é bom mas que, por si só, não chega. Os sonhos, por si só, não modem montanhas. Não é suficiente ter sonhos se for para os deixar estar escondidos na gaveta. Não chega sonhar de for para apenas dizer que sonhamos. De que valerá dizer "Eu tenho este sonho" se não formos em busca deles, lutar para os concretizar? Cada vez mais se sonha por sonhar, sem pés nem cabeça.
Por isso, sonhar nesta vida não chega. Não chega se não estivermos dispostos a lutar para os concretizar!

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Depois dos 20

por *Márcia S.*, em 01.06.18

Após os 18 senti que não tinha mudado grande coisa na minha vida por ter atingido a suposta "idade adulta" que digamos, de "idade adulta" tem muito pouco. Sentia que nada tinha mudado em mim, nos meu objectivos até então, pois eram praticamente os mesmo que tinha até então. Nada se tinha alterado ou modificado, tudo se mantinha um bocadinho mais ou menos dentro dos mesmos padrões anteriores. Não havia muito que tivesse alterado nesse aspecto. No entanto, mudou um pouco a partir dos 20. Após essa idade, quase não dei pelo tempo passar. Os anos voaram, já lá vão 5 anos e parece que foi ontem que me sentia um tanto perdida no mundo. Como se não fizesse parte de lado nenhum. Era como se eu só fosse eu na minha cabeça, ninguém conhecia o meu verdadeiro eu e, na realidade, eu não fazia questão de o demonstrar. Dava-me, posso confessar, um certo gozo que por vezes tentassem perceber quem eu era realmente sem sucesso. Não fazia questão que, fosse quem fosse, soubesse um terço do que eu era ou porque tomava certas atitudes. 

Porém, a partir dos 20's tudo isso mudou. Como se um clique desse na minha mente e já nada me importasse sobre esse assunto. E isso, em parte, mantém-se até hoje. Estou nem aí para que saibam o que sou, quem fui e o que tenciono ser. A partir dessa altura eu não quis saber se a minha forma de ser seria aceite por quem me rodeava. Talvez nessa altura foi quando me tornei de uma forma mais agressiva naquela miúda que não quer saber se aceitam bem ou mal a sua opinião. Acabei por perceber que não vale de nada passar pelo mundo de forma silenciosa. Certamente existe alguém no mundo, nem que uma única alminha, que concorde com algo do que eu penso e digo. Já não me importava se ficariam chocados com a minha forma de ser, nua e crua, pois nada pode pagar o sermos nós próprios com tudo a que temos direito. Ficaria certamente mais preocupada com o peso na consciência se tivesse muitos "amigos" mas que apenas soubessem as minhas falsas opiniões. 

Após os 20 os objectivos começaram a ser mais consistentes, muitos deles continuam a ser os mesmos hoje. Após os 20 fui mudando por diversas vezes a minha opinião sobre mil e uma coisas. Com toda a certeza que posso ter dado uma volta muito grande na minha vida, mas não parei no mesmo ponto em que me encontrava antes dos 20's. 

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Não olhar a meios

por *Márcia S.*, em 29.05.18

Cada vez mais, e principalmente no mundo do trabalho, me deparo com pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins. Por quererem um cargo superior ao seu ou por algum factos que pensam valer a pena para si mesmos. O que me deixa feliz nesta "história" é não serem pessoas que se mantiveram na minha vida. Sempre soube que isto existia, não tinha está está  tão de perto, até porque nunca imaginei que as pessoas fossem capazes de ser tão frias e falsas ao ponto de deitar fora amigos para subirem na vida. 

Desde que me apercebi de tal situação que tive presente na minha mente qual seria a minha posição perante essa situação. Seja em que contexto for na minha vida, quero distância de pessoas assim, que usam tudo e todos para alcançar os seus objectivos pessoais ou profissionais. 

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Lutar pelo que vale a pena

por *Márcia S.*, em 22.05.18

Ao longo dos anos fui percebendo e sendo alertada, para o facto de ter de lutar apenas pelo que valia a pena. Eu a certa altura não tinha filtro. Lutava porque sim, porque queria estar ocupada com algo e lutava pelo que me parecia bem. Escusado será dizer que nem tudo o que parece bem vai valer realmente a pena. Mas saber o que valia realmente a pena era o meu grande problema. Eu não sabia entender isso logo "de primeira". Ou talvez achasse que não. 

Não costumava dar muitas vezes ouvidos ao meu instinto, ao meu sexto sentido. Pareceu-me bem, na altura, começar por aí e dar ouvidos a mim mesma. Claro que falhei algumas vezes, arrependi-me de outras tantas. Mas, no geral ajudou-me a saber filtrar o que realmente vale a pena lutar e o que é preferível deixar pelo caminho. 

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