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Sair da rotina

por *Márcia S.*, em 18.04.18

Para mim era importante sair da rotina. Sentir que todos os dias não eram iguais. Sempre que pensava no meu futuro idealizava que, pelo menos a nível profissional, não tivesse uma rotina- Não sentir que estaria sempre a fazer o mesmo, que não estaria sempre a ver as mesmas pessoas, a ouvir as mesmas histórias. Isso para mim, é quase tão importante como ter de dormir todas as noites. Penso que é algo que não me deixa tão cansada, que não me deixa stressar tanto com determinadas coisas como mantendo uma rotina igual todos os dias. Talvez porque o ser humano está sempre em busca de algo melhor e diferente do que já possui. Não significa que, todos assim sejam. Pessoalmente, não consigo aguentar muito tempo com uma rotina no trabalho. Conseguir arranjar uma vida fora do trabalho, não respirando apenas trabalho, para mim torna-se mais simples de o conseguir. O ideal é conseguir conciliar o melhor dos dois mundos, algo que não se torna tão possível neste aspecto.

No final de contas, o que é de mais torna-se cansativo. E isso é algo que uma rotina a 100% me pode dar. É tão de mais que eu consigo ter noção do que estarei a fazer a cada hora. Prefiro estar aberta a possibilidades dentro daquele horário. Sem uma rotina a 100% definida, de forma a ter uma vida pessoal mais tranquila.

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O dia que quis acabar com tudo

por *Márcia S.*, em 10.04.18

  Há uns, poucos mas longos, anos atrás estava a passar por uma das fases mais difíceis e ao mesmo tempo uma das fases que mais me fez lutar. Lutar por mim, principalmente por mim. Volta e meia passamos por uma fase em que andamos desmotivados com algo, independentemente do que seja. Essa fase já tinha passado fazia muito tempo. Já não era apenas o estar desmotivada, era muito mais que isso. Era o não me sentir útil em lugar algum, era o não conseguir conversar com alguém. Durou demasiado tempo, pareceram anos na minha cabeça. Eu estava desgastada, mais do que algum dia tinha estado ou voltei a estar.

Quis ir para longe, sem rumo, sem nada. Nada me prendia onde estivesse. Nada me fazia querer ficar ou voltar. Não sabia como gerir a situação, sozinha, e a melhor forma parecia-me ser ir embora para longe de tudo o que conhecia.

Não sei onde fui buscar força para batalhar, mas consegui-me aguentar mesmo quando tudo se desmoronava ao meu redor. Foi das experiências que guardei sempre comigo para que, um dia mais tarde, saber que estive pior e consegui dar a volta mesmo que sozinha. 

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Porque amar não chega

por *Márcia S.*, em 02.04.18

De que vale amar o que fazemos se não o fizermos com gosto? E como podemos fazer as coisas com gosto se não amamos o que fazemos? Algures nos caminhos da vida vamos passar por ambas as situações e, de facto, torna-se caótico se não soubermos dar a volta a esta situação. Cada um irá acabar por dar a volta da sua maneira. Mas, onde se encontra o problema para corrigir? Não nos vale de nada fazer algo de que não gostamos só porque sim. Vai ser observado por quem está de fora que não o fizemos com gosto. Que não estávamos ali de corpo e alma no que nos comprometemos a fazer.

Não nos vale de nada gostar imenso de realizar algo se não o fizermos com o máximo de disposição. O resultado será o mesmo de não gostarmos do que fazemos. Será nulo. 

O correcto será fazermos o que gostamos o que amamos, mas com toda a nossa disposição. Dar tudo de nós pelo que gostamos e amamos. O resto vem por acréscimo. 

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Lutar pelo que vale a pena

por *Márcia S.*, em 20.03.18

Ao longo do tempo fui percebendo e sendo alertada, para o facto de ter du lutar apenas pelo que valia a pena. Eu a certa altura não tinha filtro. Lutava porque sim, porque queria estar ocupada com algo e lutava pelo que me parecia bem. Escusado será dizer que nem tudo o que nos parece bem vai valer realmente a pena. Mas saber o que valia realmente a pena era o meu grande problema. Eu não sabia entender isso logo "de primeira". Ou talvez achasse que não. Não costumava dar muitas vezes ouvidos ao meu instinto, ao meu sexto sentido. Pareceu-me bem, na altura, começar por aí e dar ouvidos a mim mesma. Claro que falhei algumas vezes, arrependi-me de outras tantas. Mas, no geral, ajudou-me a saber filtrar o que realmente vale a pena lutar e o que é preferível deixar pelo caminho.

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A crise dos vinte e tal

por *Márcia S.*, em 13.03.18

Durante a infância e adolescência fui passando por diversas "crises" nomeadamente de quem eu era, o que eu era. E por aí fora, de forma continua. E quando achava que alguma das crises já estava superada, eis que outra me surpreendia em aparecer. E no fundo, não conseguia obter respostas concretas para o que realmente queria. Sempre em busca de respostas que não sabia como obter, em busca de algo que nem eu sabia ao certo o que seria. 

Desta vez, já nos meus vinte e tais, as coisas mudam um pouco de figura. As questões com as quais me debatia na adolescência já não habitam na minha mente mas deram lugar a algumas com tanto ou mais peso do que as anteriores (dado a idade na altura, seria um bicho de sete cabeças). Acho que estou naquela altura de questionar se o que faço é ou não o mais correto. Não a nível pessoal mas a nível profissional. Penso ter chegado naquela altura da vida em que me questiono se o caminho que estou a tomar será o que realmente eu quero, se de facto me realiza estar por lá. E, na realidade, eu não posso dizer que não gosto. Estaria a mentir se fosse dizer que não gosto do que estou a fazer, e quer queira ou não, é uma aprendizagem contínua a praticamente todos os níveis. Conheci pessoas que, mesmo que não sejam amigos para a vida, são pessoas que enquanto trabalhamos juntos são aquelas com quem eu quero manter sempre contacto por serem pessoas fantásticas. E sei que algumas delas irei levar comigo por muitos anos. 

Se a vida profissional que estou a ter neste momento é a que mais me realiza? Ainda não descobri isso, não tenho a minha resposta 100% formada sobre isso. E vem daí a minha vontade de encontrar respostas. Sou da opinião que enquanto fazemos as coisas por gosto está tudo "muito bem", mas quando por qualquer motivo se torna um fardo é porque já estamos num beco sem saída. Felizmente não me encontro neste ponto, mas ainda há muitas respostas para descobrir. 

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