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Recordações da minha infância

por ✓MS, em 15.05.21

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Já por aqui vos falei várias vezes que sempre fui muito tímida na minha infância e adolescência. Não deixei de o ser agora em adulta, mas consigo gerir melhor essa minha faceta e dar um passo em frente mesmo estando tímida ou envergonhada com algo. 

No entanto, recordações não me faltam dessa altura, seja da família, da escola, de tudo um pouco. Umas melhores que outras, mas todas recordações. A fotografia que partilho hoje convosco é de uma dessas recordações que tenho da minha infância. A igreja onde fiz a minha primeira comunhão. Confesso que fiz por "obrigação". No entanto, um amigo de turma da primária estava a fazer também a catequese como eu (e fez as comunhões também) nesta mesma igreja, a Igreja da Lapa no Porto. Isso tornou o caminho mais fácil e divertido por ter alguém conhecido do meu dia-a-dia escolar, e com quem me dava bem, ali a meu lado. 

Há umas semanas passei por ali com o meu namorado e decidimos tirar uma fotografia, como recordação de uma altura da minha infância que acabou por marcar aqueles momentos. Continua tudo, no exterior (não entramos lá dentro), como eu recordava daquela época. E tantos anos que separam as minhas recordações para o dia em que a fotografia foi tirada!

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Insónias

por ✓MS, em 11.04.21

Desde que começou todo este reboliço da pandemia sinto que as minhas insónias pioraram drasticamente. Uma ou outra  noite que durmo 2/3 horas. Mais recentemente, este ano, aproveito as manhãs e após almoço para tentar descansar dessas noites mal dormidas. Até corre bem maioria das vezes, o problema é mesmo me sentir cansada após acordar (sempre me disseram que o sono do dia não é igual ao da noite). Aqui a parvinha nunca quis acreditar mas agora sabe que é verdade. Uma ou outra vez consegui aproveitar o dia para passear um pouco com o namorado (com todas as precauções devidas e evitando ao máximo locais com muitas pessoas). Nesses dias não descansava durante o dia e o cansaço de passear, mesmo que pouco mas o corpo não estava habituado, faz-me conseguir dormir melhor durante a noite.

Ando mesmo a precisar de gastar energia de forma diferente, sem ser no trabalho ou em casa. A diferença é imensa na questão de um bom descanso!

 

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Quando se fala em desconfinar

por ✓MS, em 18.03.21

É uma realidade que todos atravessamos períodos difíceis e complicados nesta altura do campeonato. Em diversos sentidos é necessário desconfinar, é verdade. Mas tão importante como desconfinar é também seguir regras, cumprir regras. Trabalhei durante todo este confinamento. O caminho de casa ao trabalho e do trabalho para casa sempre foi feito com o uso dos transportes públicos. Durante todo o confinamento conseguia estar, dentro dos possíveis, a vontade nos transportes. Não me sentia incomodada com praticamente nada. 

No entanto, desde que se falou nas datas do desconfinamento total, e tudo o que vai reabrindo ao longo do tempo, as pessoas parece-me que ficaram descontroladas. Esta semana confesso que tem sido terrível o caminho de casa para o trabalho e vice versa, principalmente por causa dos transportes públicos. Chega ao ponto de estar tanta gente lá dentro que me sinto um pouco "claustrofóbica", chega ao ponto que não devia chegar de não haver espaço suficiente para todos. As pessoas na rua acabam por manter o distanciamento social (mais  ou menos) mas nos transportes públicos esqueçam lá isso, ninguém cumpre com nada. Isto, juntando com o mau humor geral da maioria das pessoas torna-se terrível de nos termos de deslocar desta forma. 

Têm sentido o mesmo ou conseguiram ter uma visão diferente desta situação?

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Desabafos do confinamento

por ✓MS, em 29.01.21

Andava eu aqui a reflectir sobre o confinamento passado e este mais recente. No confinamento do ano passado, estava eu a 100% confinada em casa e "cheia de energia" para quase tudo. Eu queria cozinhar, eu queria fazer limpezas em casa e tudo mais. Julgo eu que o stress e aquele sentimento de incerteza do que mais iria vir por aí me fazia querer ocupar as minhas 24h a fazer tudo e mais alguma coisa. 

Desta vez, quase um ano após o primeiro confinamento, sinto quase o oposto. Não estou confinada a 100%, pois continuo a trabalhar (apesar de ser em layoff parcial). O tempo que passo em casa, que ainda assim é bastante, não sinto vontade de fazer rigorosamente nada. Tenho vontade de dormir, dormir muito! Durante a noite tenho grandes insónias, que me fazem ir dormir muito mais tarde do que era o meu habitual. Durante o dia vou "vagueando" pelos cantos até que acabo por, a qualquer momento, adormecer na cama durante algum tempo. Acordo, ainda a morrer de sono e ainda sem vontade de fazer  nada. 

Apesar das diferenças, e agradecer por ainda conseguir manter o meu posto de trabalho, tenho aproveitado muito mais para descansar mesmo dos últimos meses bastante puxados de trabalho. Acredito que ainda existe muita gente com falta de noção do estado em que vivemos. E isto é triste!

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Covid-19, pandemias e desabafos

por ✓MS, em 21.01.21

Dei por mim aqui a fazer uma retrospectiva do último ano. Tinha planeado fazer uma publicação aqui no blog sobre metas e objectivos para o novo ano. No entanto, deixou de fazer sentido para mim. Planear o quê, para quê? Incertezas, foram as únicas coisas que existiam e ainda existem na minha mente. Deixei passar. 

Não passo aqui hoje para escrever metas nem objectivos para este ano. Talvez seja o primeiro ano que não realizo tal "lista". Talvez o ideal seja mesmo isso, não idealizar nada e deixar acontecer, conforme o destino quiser. 

O que me leva a pensar assim é tudo isto que nos rodeia. Confinamentos, pandemia, covid-19. Acabei por preferir não ver as notícias a 100%, fui-me mantendo informada e sempre a cumprir regras. Mas deixe de acompanhar as notícias "ao minuto e 24h por dia". A certo momento senti que a incerteza de tudo, me estava a deixar a cabeça a estourar. 

Sonhos, esses tenho muitos. Mas não os posso, neste momento tão incerto, colocar como metas ou objectivos a cumprir num futuro tão próximo como gostaria. 

 

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