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... uma miúda parva que parecia não saber reagir a nada. Podiam fazer e falar o que quisessem que eu ficava simplesmente parada no meu canto. Como se eu fosse um poço de medos. Na verdade, devido a todas as minhas inseguranças, eu era mesmo um poço de medos. Medos esses que por vezes, em momentos mais frágeis, voltam a aparecer.
No fundo era uma adolescente que aos poucos se foi tornando revoltada. Revoltada comigo, com a vida e com todos os que me rodeavam. Revoltada com o mundo em geral. Era parva, e felizmente que a adolescência é realmente apenas uma fase. Uma fase longa que parece não ter fim, nunca ter fim. Mas na realidade não passa de uma fase e a minha quando terminou foi como se me tivesse tornado numa pessoa nova. Deixar tudo o que me fazia recuar, para trás. Deixar tudo o que me fazia mal, deixar todos os que me faziam recuar na minha caminhada que deveria ser sempre em frente (mesmo que com alguns desvios pelo caminho).
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