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Há coisas inexplicáveis

por ✓MS, em 23.08.15

Desde miudinha de infantário (como eu odiava aquele lugar, cheguei inclusive a tentar fugir de lá) que sempre me dei MUITO melhor com rapazes do que com as miúdas. Não sei porquê, sentia-me mais "integrada" (mesmo que dentro dos limites) com eles do que com elas. Com eles podia mandar piadas, e eram aceites independentemente do seu teor (nada de mal obviamente), conseguia ter uma voz, não tinha confusões, não eram picuinhas e tratavam-me de igual para igual. Era a miúda , que jogava às cartas com eles, que quando não queria a companhia das miúdas na primária ia jogar à bola com eles e apesar de nada fazer ria-me que me fartava na companhia deles.
Com as miúdas era diferente. As conversas não me agradavam. Era o rapaz mais giro, a maquilhagem que já usavam e mimimi. Ora bolas! E as conversas "soltas e fluidas", as piadas sem sentido e as gargalhadas de fazer doer a barriga?
Por algum motivo, os melhores momentos da minha infância e inicio de adolescência foram marcados pelos rapazes. Apesar de não serem assim muitos, confesso. Não era maria rapaz, nunca me senti assim. Sentia-me a miúda que se sentia melhor a rir e a ter conversas interessantes com os rapazes.
Eles não deixavam de falar de miúdas, não se incomodavam e eu muito menos! Nunca houve problema nos temas de conversa e muito menos em brincadeiras. Era vista como um deles e não como uma intrusa e isso fazia-me sentir bem. Não foi sempre assim.
A certa altura as coisas foram piorando, para mim psicologicamente (por outros motivos) o que me fez afastar.
No secundário já era diferente. Foi com raparigas que fiz amizade. Os rapazes perderam o "encanto" a partir daí também por outros motivos.

As raparigas são mais complexadas, picuinhas e geram mais problemas. Ainda hoje consigo ser mais sincera com eles do que com elas. Com eles sou mais eu.

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Andy Bloig a 23.08.2015

Falhada... Não conseguiste a fuga do infantário. Eu consegui fugir da "pré-escola" com perto de 5 anos de idade. Infelizmente, só me mantive "fugido" por pouco mais de meia hora, foi o tempo que demorou a saltar da janela do 1 andar para o telhado do pátio e usar uma caixa (ou casota de cão ou caixote do lixo... já não me lembro) para chegar à rua. Depois... era a minha primeira fuga. Qual o destino escolhido? Ir para casa, com uma passagem por um miradouro que existia ali perto, onde adorava sentar-me, do lado de fora do muro, a ver Lisboa (que os meus pais e avós impediam... quando estavam nas imediações).
Quando estou a subir as escadas, do prédio onde os meus avós moravam... vem a minha avó a sair, muito aflita, que tinham telefonado porque o neto tinha desaparecido. (fiquei sem poder depenicar gelados durante o verão seguinte...)
Já morava com os meus pais do outro lado do "ribeiro de Lisboa ", fiz ainda pior. Estava na catequese e não gostava nada daquilo. Numa manhã era para estar lá das 8 até ao almoço. Tínhamos um intervalo ali por volta das 9:30 ou antes. Aqui o espertinho, recrutou a melhor amiga e a irmã, mais 2 raparigas medricas e 1 cromo amigo. Objectivo: saltar a rede e irmos para um escorrega que tinha 3 metros de altura e ninguém conseguia travar na saída (chegavam a existir filas de 50 ou mais pessoas para descer... e espetarem-se na areia em frente ao fundo do escorrega). Eu e o cromo éramos os únicos que já tínhamos descido. Elas queriam experimentar. Já não me lembro porquê, o cromo ficou para trás, foi pescado pela catequista. As raparigas medricas, já estavam do lado de fora da rede, pediram ajuda para voltar lá para dentro. Eu e as outras, fomos para o escorrega. Não havia lá ninguém... Não sei quanto tempo lá estivemos. Subimos e descemos muitas vezes, até que a rapariga mais nova, teve um acidente. A saia que levava ficou presa a meio do escorrega, num sítio que era para reduzir velocidade mas, tinha uns parafusos que eram peritos em rasgar roupa. O espertinho desceu a travar até ao pé dela, teve medo de lhe rasgar a saia, pediu-lhe que tirasse o vestido. Ela foi "bem mandada" e tirou. Foi até lá abaixo enquanto eu salvava o vestido. Creio que só ficou com um buraquito. Desci e dei-lhe o vestido... em troca, levei, pelo menos, meia dúzia de estaladas da irmã. Voltámos à catequese, pouco antes do intervalo seguinte... toda a gente tinha dado pela nossa falta, menos as catequistas.
A que me deu tareia, ficou na minha turma no 3 ciclo e foi a minha melhor amiga no 7 e 8 ano. Encontrei a "prisioneira do escorrega" há uns 9-10 anos atrás, ela ainda se lembrava de eu ter salvo o vestido dela... e ter levado tareia da irmã.
Aquele escorrega era uma das 7 maravilhas do mundo... até que uns PIIIIIIIIII estúpidos andaram a dar cabo daquilo e um rapaz morreu, ao cair lá de cima. Desmontaram aquilo, meteram lá um de plástico e alumínio, muito mais pequeno e aquele parque infantil perdeu, mais de, 90% dos visitantes.

E, nós homens, somos charme. Gostaste, não gostaste, gostas... Estás normal.
(mesmo assim, falhaste ao não ter conseguido a fuga sem seres apanhada em flagrante ).

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