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Os 'desejos' também mudam

por ✓MS, em 18.04.16

Já se passaram alguns anos desde que estive frente a frente, pela última vez, com quem de alguma forma me tratou digamos... menos bem. Desde então tive muito tempo prisioneira das más recordações e até certo ponto ansiosa de me vingar de alguma forma. O tempo foi passando e claro que, mesmo que aos poucos, fui crescendo, a mágoa foi diminuindo, a dor foi desaparecendo e quando me apercebi... eu já não quero saber. Eu hoje não quero saber de vinganças que poderia ter para com pessoas que me transformaram de certa forma em alguém que não sou hoje. Já não tenho esse desejo de vingança até porque a vida se encarrega disso mesmo. Acredito que, de alguma forma, acabamos por pagar pelo que de mal fazemos aos outros. Já não sou a miúda indefesa e completamente passiva e dependente do que terceiros me diziam. Eu hoje posso afirmar que não me importa se essas pessoas, e todas as outras, gostam de mim.

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Prioridades

por ✓MS, em 17.04.16

Ainda me lembro quando tinha como prioridade agradar a pessoas de quem gostava. Como eram chatas as coisas nessa altura, não era de todo o meu sonho agradar a todos de quem gostava. Tornava-se chato porque todos gostavam de pontos diferentes e era um tanto impossível ser um pouco de tudo. Os anos passaram e as prioridades também. Agradar-me a mim mesma foi a principal delas todas. Não me derrubar a mim mesma em função de ninguém era outra. De certa forma resultou, funcionou quase que perfeitamente com o que eu esperava. Não gosto de me sentir presa a nada, nem ninguém, gosto de conseguir fazer quase tudo como quero sem ter de me preocupar se alguém vai reprovar o que acabei de fazer. Não gosto de ter o peso na consciência de ter feito "algo errado" e, consequentemente, perder o meu norte. Dou prioridade a mim mesma, aos meus gostos, ao que realmente quero para mim. Pode correr menos bem, mas quando corre muito bem é das melhores sensações que podia ter.

Não quero ser prisioneira dos gostos e vontades de ninguém. Quero ser livre, voar para onde quiser e voltar quando me apetecer. Sem explicações, sem decisões complicadas, sem justificações.

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Como um puzzle

por ✓MS, em 17.04.16

Ficção

Senti-me como um puzzle, quase montado mas que lhe faltava algo. Faltava-lhe algo, que fazia diferença mas não ao ponto de não ser feliz sem essa peça... talvez pequena mas essencial para que ficasse completo. Não sei se seria a peça que faltava para que ficasse com o tal brilho nos olhos que a certo momento me disseram que perdi. Ou a tal peça para que me voltasse a apaixonar, como me disseram que aconteceria mais tarde ou mais cedo. Não sei se seria a peça que faltava para me fazer acreditar que tudo podia ser diferente da última vez. Talvez fosse a que me faltava para voltar a acreditar. Voltar a acreditar que nem sempre o sentido que poderá ser o certo tem de ter lógica, e poderá ser o que nos dá mais trabalho a percorrer.

É incrível como, a certa altura, tudo pode mudar e encontramos algo que julgávamos não precisar mas afinal faz-nos alguma falta, seja lá de que forma for. Mesmo negando, sabemos bem lá no fundo do que precisamos e muitas vezes negamos o que sabemos querer. Jamais estaremos completos enquanto soubermos o que nos falta e ignorarmos o que nos completa. Talvez hoje seja o dia, o tal dia que me falaram. O dia em que me iria aperceber que, afinal, voltar a gostar não seria tão mau.

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Ler um ou mais livros em simultâneo

por ✓MS, em 17.04.16

Há quem prefere ler um livro de cada vez, como quem consegue e prefere ler vários livros ao mesmo tempo. Cada um faz de acordo com o que acha melhor e consegue fazer. Pessoalmente prefiro ler um livro de cada vez. Nunca experimentei ler vários livros ao mesmo tempo mas penso que ia chegar ao momento em que iria baralhar as histórias e personagens. Gosto de dar 100% da minha atenção a um livro e não ficar a olhar para vários "ao mesmo tempo". Confesso que me faria alguma confusão ler, por exemplo, dois livros em simultâneo.

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Quando o gelo quebra

por ✓MS, em 16.04.16

Foram vários anos a reconstruir, ou construir, o gelo que me encobria. Barreiras que me protegiam do que, por muito tempo, quis abster-me. Não queria nada de ninguém, independência de todos era o que mais ansiava e precisava para estar feliz. Feliz e sozinha, porque sozinha foi quando consegui ser mais feliz. Com as minhas manias, com as minhas mudanças de humor, com o que fui tendo de bom e mau, mas feliz... acima de tudo feliz. Talvez uma muralha de gelo que protegia o que sempre tive de melhor, e seria por aí que podiam encontrar o meu ponto fraco, o coração. Tudo o que desejei foi que me deixassem ir, seguir o meu destino, seguir o meu caminho sem a influência de ninguém que tentasse tirar de mim a bondade que mantive escondida por em tempos ter sido usada em exagero. Chegara a hora de guardar a bondade para mim, para me tornar numa pessoa melhor sem ninguém que a controlasse por mim. Sempre soube que quem conquistasse esse bichinho tinha tudo de mim, o bloco de gelo que tentei a todo o custo construir em seu redor teria sido o melhor que consegui fazer durante anos e anos. Nunca teria sido derrubado e, quando julguei estar forte o suficiente, parei de o fazer crescer. Ansiei com esse momento, o momento em que de certa forma teria a cabeça a falar mais do que o coração. Afinal, tinha conseguido o que sempre desejei. Consegui torna-lo gelado o suficiente para não lhe chegarem e fui, e continuo a ser, muito feliz todos estes anos. Aprendi, a custo, a confiar mais em mim do que nos outros, só tenho certezas do que eu sou e do que eu sinto. Foram planos elaborados, construídos e até certo ponto bem sucedidos. Já tinha o que desejei e julguei precisar, ser eu e mais ninguém. Sempre desejei estar assim, não depender da opinião de ninguém, não ter de me justificar, não me sentir culpada por eventuais danos causados por mim. Apesar de sozinha nunca me senti muito só, muito menos carente de nada, era a "vida que eu escolhi" e sempre me convenci disso.

Por vezes tudo muda, houve quem aparecesse e desaparecesse num abrir e fechar de olhos. Houve quem eu julguei que podia descobrir o que eu escondia e, de certa forma combater-me. Tudo passou e continuei o que sempre tinha ansiado. Mas, por momentos, o gelo quebrou. Ficou a descoberto o meu ponto fraco e acho que lhe perdi o jeito. Acho que perdi o jeito para voltar a reconstruir tal barreira.

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