Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Quando o tema são viagens...

por *Márcia S.*, em 20.01.18

É verdade, o tempo está mais frio, as pessoas começam a preferir estar no quentinho das suas casas e quando no trabalho está tudo calmo aproveitamos para conversar sobre temas aleatórios. Outro dia o tema eram as viagens. Penso que fui eu que lancei até o tema num tom de desabafo quando referi que nas minhas primeiras férias ia ficar pelo Porto, mas talvez nas próximas me aventure a sair uns dias aqui da cidade, sem certezas ainda porque não gosto de viajar sozinha a não ser dentro do meu país. Já um colega dizia que, como está casado, não se via a viajar sem a mulher porque está habituado a fazer as viagens em família. Já outra colega referia que como está solteira gosta de viajar sozinha. Eu, como tenho de ser diferente, estando solteira não viajo sozinha! Ora, para me aventurar a ir para outro país sozinha tinha de estar segura de mim de que ia ter muito para ver, visitar e fazer se não ia achar tudo demasiado monótono e nunca mais iria viajar sozinha. Vai daí que, acabo por mesmo por Portugal adoptar a mesma opinião e só me atrevia a ir para fora da minha zona de conforto se levasse alguém comigo para não me sentir tão sozinha e "sem nada para fazer". 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O lado bom de lidar com o público diariamente

por *Márcia S.*, em 16.01.18

Nem tudo é mau quando se trata de lidar com pessoas diariamente no nosso local de trabalho. No meu trabalho, se não estou em erro, temos portugueses e mais 3 nacionalidades. Torna-se bom no sentido de conhecermos um pouco de diversas culturas e partilharmos experiências e nos ajudarmos mutuamente quando atendemos clientes que não são da nossa nacionalidade. Não se trata só da língua mãe ser diferente, com o tempo vamos aprendendo que cada nacionalidade quando pede um certo produto quer que seja servido de uma certa forma (não quer dizer que seja 100% certo mas digamos que é 85%). 

Quando lidamos com todo o tipo de clientes, de todas as nacionalidades, apesar das diversidades tem os seus pontos favoráveis. Por exemplo, em questão das nossas línguas maternas serem diferentes, acabamos por aprender muito mais assim a conviver com as pessoas do que propriamente na escola. Por mim falo, eu em línguas era (e ainda sou, se bem que menos um bocadinho) um zero. Mas ao ouvir tantas vezes aquela língua no nosso dia-a-dia acabamos por fixar algum vocabulário e conseguirmos manter uma conversa, mesmo que básica, noutra língua. Falo principalmente no inglês, francês e espanhol que são as que consigo ouvir mais no meu local de trabalho. De qualquer forma, não desisto de tentar aprender, com os próprios clientes, outras línguas. Sejam elas quais forem, pelo menos o obrigada e um "olá" gosto de saber dizer na língua materna da pessoa que está a ser atendida. Chamem-lhe mania, não importa. Nem sempre estou com disposição para isto, é certo, mas quando estou não tenho qualquer problema em questionar o cliente sobre como se diz isto ou aquilo na sua língua. As vezes que se proporcionou isto, os clientes acabavam a querer ensinar mais qualquer coisa e quererem aprender também a nossa, o que sinceramente é bom... como costumo ouvir dizer... "em Roma sê romano"!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nós e os "nuestros hermanos"

por *Márcia S.*, em 15.01.18

Confesso que não faço muito esforço a falar com os nossos vizinhos aqui do lado. Se consigo entender o que eles falam, eles que também façam o esforço para entender o português que (pelo menos deveria) tão familiar lhes é. Claro que há uma coisa por outra que pode não dar se entender, e aí cabe a ambas as partes saber dar a volta e falar na outra língua ou com outros termos. Mas o que me chateia não é isso porque, maioria das vezes, mesmo não querendo acabo por lhes falar espanhol. O que me chateia mesmo, mas mesmo muito, são aqueles estrangeiros que devem pensar que Portugal é uma província de Espanha. Juro que me irrita profundamente estar a trabalhar e agradecerem-me em Espanhol. Há dias que não me apetece fazer o esforço e agradeço-lhes na língua deles. Mas, 90% das vezes, em tom de brincadeira lá lhes explico que em Portugal se diz "Obrigada"! Alguns ficam confusos, sem entender muito bem o porquê de ser "Obrigada" e não "Gracias". Sinceramente prefiro que por vezes agradeçam na língua deles, do que façam esforços desnecessários e mostrem que nem uma pesquisa básica conseguiram fazer antes das suas viagens. 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens