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Agora sim, faz sentido arriscar

por *Márcia S.*, em 08.04.17

Dizem que as melhores coisas aparecem de repente. Foi, talvez, depois de perceber que muitas pessoas permaneceriam no meu coração mas não na minha vida que decidi estar fora de climas românticos e que me envolvesse em algo do tipo. Durante vários anos estar sozinha pareceu-me óptimo! Não nego que tive momentos em que pedi por favor para coisas boas acontecerem, no campo amoroso, mas vinham e iam de forma que eu não prestasse mais atenção ao que poderia sentir. Foram diversas as vezes que me perguntaram o porquê de eu não querer estar com ninguém, de não ir em busca de quem me fizesse feliz, se isso não me fazia infeliz ou triste. E não, não estava triste, apenas me sentia cansada de procurar coisas certas que teimavam em não aparecer. Talvez isso me fizesse acreditar ainda mais na minha antiga teoria de "sozinha eu estou bem, feliz" e na realidade estava. Não completa a 100% mas estava feliz.

Houve alguém que, com a sua simplicidade, me fez sorrir com meras palavras. Me fez sorrir num dia que, por qualquer motivo, era um dia triste. Cansaço do trabalho, cansaço de mim mesma, cansaço da vida no geral. E não nego que esses dias ainda vão existindo uma ou outra vez. Nesse dia não consegui evitar uma conversa mais divertida, mesmo exausta, que me fez ir dormir com a sensação de que alguém perdeu tempo da sua vida para me fazer sorrir. Isso pesou imenso, pelo lado positivo, para mim. Estava longe de imaginar quem seria essa pessoa num futuro próximo. Algum tempo passou e percebi que a cada dia essa pessoa se esforçava para me fazer sorrir, não percebia porquê mas deixei estar tal como estava. Sempre fui uma pessoa extremamente apegada ao passado, mas nessa altura preferi deixar-me surpreender pelo presente e... qui çá futuro?

No fundo eu sempre soube o que queria desde o primeiro momento que sorri, mas a teimosia de não admitir sentimentos era mais forte. Esconder, brincar e evitar era mais fácil mesmo que isso significasse que me ia magoando aos bocadinhos por não o admitir. Sabia o que queria e principalmente do que precisava, a dúvida provavelmente seria se a pessoa estaria disposta a dar-me tal e qual o que eu precisava. Penso que a certa altura a frase "dedica mais tempo ao que realmente te faz feliz" começou a fazer imenso sentido para mim. A melhor coisa que me podem oferecer é atenção, dedicação, amor. Foi isso que me fez olhar com outros olhos para o que estaria prestes a acontecer e realmente... aconteceu! Quando precisei de carinho, de um abraço, de companhia, a pessoa estava lá. Sem questionar tudo, sem pedir nada em troca. Simplesmente estava.

Acima de tudo, preservo relações que começam com uma base de amizade e isso sem dúvida que foi notório. Rever-me na pessoa em questão fez-me aproximar ainda mais do que esperava. Não sei definir ao certo mas, será que um "amo-te" seria suficiente para o demonstrar?

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2 comentários

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De Melhor Amiga Procura-se a 12.04.2017 às 15:45

Um amo-te seria.... Ou então um simples olhar...

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