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Adoro quando...

por *Márcia S.*, em 15.08.15

Adoro quando me sinto tão inspirada que nem mesmo o sono vence a dele. Há dias que estou inspirada, principalmente quando é de noite, e o sono ataca de tal forma que não aguento os olhos abertos. Mas tem outros dias que nem o sono me consegue fechar os olhos e, quando dou conta, já passou 1 / 2 horas. É como quando coloco a música nos ouvidos, o tempo passa e passa e eu nem dou conta que a vida continua a andar para a frente. Quando falo em inspiração, é no geral e não só numa coisa em especifico.

Só é pena que estes dias, e várias vezes noites, não se repitam mais vezes. São poucos os dias que eu penso "Ena pá, chagaste!".

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12 comentários

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De Andy Bloig a 16.08.2015 às 16:46

Era para ter comentado isto antes mas, sempre vai a tempo.
Quando estás fixa em algo não há sono ou problema que te atire para fora dele.
No entanto, existe outra forma de te inspirares. É MUITO complicada de controlar e operar mas, assim que sejas capaz, vais ver que dá jeito para "analisar alguns cenários".

Antes de ires deitar-te, arruma a cabeça. Não fiques a pensar em 1001 coisas, fixa só uma delas e as suas possíveis vertentes. Já estando na cama, deixa-te levar só com essas ideias até adormeceres. (não funciona sempre... o raio da cabeça costuma tirar folga na maioria noites)
Na manhã seguinte, vais conseguir lembrar-te do sonho que tiveste... que teve, alguma coisa, a haver com aquilo que levaste contigo para a cama. (isto é, se não acordares a meio da noite a tentar parar algum pesadelo...e, muitas vezes, não parece nada daquilo que estavas a pensar)
Se for algo importante, escreve assim que te levantes, porque, poucas horas depois, já não te vais lembrar da maioria das coisas.
(não dá para usar em estudos... dá para usar em relações pessoais, com muito treino)
Existe é uma consequência... quando é algo muito intimo (não é coisas de relações amorosas ou parecidas, é mesmo algo que prezes muito para além daquilo que podes imaginar) vais-te levantar de manhã como se tivesses feito 30km a pé e tenhas sido atropelada por um bando de atletas antes de cruzar a meta.
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De *Márcia S.* a 16.08.2015 às 17:13

Dessa já sabia. Costumo fazer algumas vezes, quando não é muito importante porque tenho sono leve e acordo muito facilmente (são raras as vezes que não acordo durante a noite). Quando é algo mais "importante" e não quero deixar escapar, escrevo logo algumas ideias para depois continuar.
Os sonhos são tramados, já me esqueci de muitos e de outros lembro-me perfeitamente. Mas também já acordei demasiado cansada para uma noite de sono, devido aos sonhos.
Acontece-me frequentemente sonhar com algo e uns dias depois acontecer mesmo. (aí é pior, felizmente nunca foi nada de grave).
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De Andy Bloig a 16.08.2015 às 19:21

Já sabes usar esses pequenos truques.

O lembrar costuma ser porque é algo que não consideravas especial mas, descobriste que estava lá alguma coisa de que gostaste (ou não...) e queres saber mais. Aqueles que resolves as situações todas, desaparecem mais depressa do que a imagem do gajo que vai a correr, tropeça no passeio e aterra de beiços no chão... do qual te andaste a rir durante 3 semanas.

Os que acordas cansada é porque te obrigaram a ir a pontos que não é normal usares. Se os fores analisando, consegues encontrar essas ligações com situações que acontecem. Um dos problemas é que te ensinam a ler as pessoas com quem convives. Chegas a um ponto, que já sabes as reacções de toda a gente a esta e aquela situação, só dás por isso quando eles fazem aquilo que já esperavas... acabas por parecer arrogante quando falas disso.
E tudo vai ser igual, até te cruzares com alguém que é capaz de te bloquear e não conseguires ler nada sobre essa pessoa. Nessa altura vais-te sentir perdida. Pela simples razão que não consegues perceber aquela pessoa... como fazes com os outros.

(e isso pode ser amor... ou não. Muitas vezes é alguém que odeias, mesmo tendo razões para isso, continuas a achar estranho que consigas perceber as reacções dos outros e daquela pessoa não.)
Até é engraçado desde que não seja abusado.
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De *Márcia S.* a 16.08.2015 às 19:29

Isso de ler as pessoas é que é xD. Normalmente quando não as consigo "ler" afasto-me logo para observar melhor (mas parece que fica mais complicado, como se elas estivessem a contar com isso e medem cada coisa que fazem). Canso-me mais facilmente das pessoas de quem já espero o que vão fazer, não só por serem "chatas", mas porque as considero (a maioria) muito fáceis no sentido de me deixarem quase entrar na mente delas e ler os seus pensamentos.
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De Andy Bloig a 16.08.2015 às 20:58

Essa é a parte boa... e má.
Há muito tempo atrás, encontrei alguém que era muito parecida comigo. Ela bem tentou usar o mesmo que consegues usar, só que nunca conseguiu qualquer conclusão. Chegou ao ponto de me odiar... porque eu não era previsível como toda a gente que ela conhecia.
Eu sabia o que ela pensava só que, sempre me mereceu respeito, nunca o usei contra ela. Bem lhe tentei mostrar que podia fazer o mesmo que ela me tentava fazer a mim, só que já me considerava como "inimigo número 1", não havia nada a fazer. Foi uma das, muito poucas, pessoas que sabia demais sobre mim e nunca percebeu.
Já deves saber o que é a situação de estares com 20-30 pessoas e já achares normal tudo o que se passa naquela situação. É como se já tivesses visto aquele filme.
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De *Márcia S.* a 16.08.2015 às 21:26

Sim, por vezes também erro na forma como interpreto alguém mas é como tudo na vida. Num grupo de 20 pessoas há sempre 2/3 mais difíceis de compreender.
Com os problemas da vida, apesar de não ser velha xD, fui aprendendo a criar certas barreiras para não mostrar tanto de mim aos outros (também porque me obriguei um bocado a isso, não me sinto tão confortável quando sinto que estou a mostrar demasiado o meu "eu" a quem não confio).
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De Andy Bloig a 16.08.2015 às 21:34

Não aches estranho. Todos temos essas barreiras. A diferença é a forma como se usam.
Tanto podes criar a casca de noz e andares lá dentro, como mostrares pouco e as outras pessoas acharem que já sabem tudo sobre ti... quando só sabem as pequenas coisas que queres que saibam.
Tornam-se mais previsíveis e acabam por deixar de ser interessantes.
E o errares naquilo que pensas sobre algumas pessoas, é uma forma de pensares. Até podes estar certa, simplesmente escolheste a hipótese errada... ou fizeste a pergunta errada.
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De *Márcia S.* a 16.08.2015 às 21:52

Claro. Muita gente acha que sabe tudo da minha vida, por ter contado várias coisas sobre mim, mas não sabem metade. Cada um conta o que quer sobre si. Quando observamos demais acabam por achar é que somos "anti-sociais", por não falarmos tanto. Ou fingem que não percebem ou não percebem de todo.
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De Andy Bloig a 16.08.2015 às 23:23

Esse é o momento em que somos mais que eles.
Quando se mostra demasiado, ficamos vulneráveis a tudo que nos queiram fazer ou dizer. Quando se diz pouco, somos os chatos sem interesse que só estão ali para ver o que os outros fazem.
É aí que não se deve ficar dentro da casquinha de noz... se dermos a ideia que não temos essa casca, estamos defendidos do que se passa e sabemos tudo o que nos rodeia. (é complicado... é muito mais simples ficar na noz e só deflectir o que passe perto do que gerir o que se diz e a forma como se faz)
O problema é que se se usa isso demasiado bem, amigos são poucos... amizades também duram pouco. E cria-se aquele círculo complicado que começa a atacar a nossa auto-estima que nos atira para baixo como se os outros fossem todos melhores que nós em tudo... mesmo que se saiba que não são.
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De *Márcia S.* a 16.08.2015 às 23:33

Resumindo, seremos criticados de qualquer das formas até porque as pessoas gostam é de falar, e normalmente abrem a boca para falar mal. Eu já não me importo tanto com o que dizem, já são muito poucos os comentários que me deixam mais afectada. De qualquer forma, não mostro quando não gosto do que disseram de mim.
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De Andy Bloig a 17.08.2015 às 12:57

Com a vantagem de estarmos vários passos à frente do que eles estão a falar.
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De *Márcia S.* a 17.08.2015 às 14:45

E basta uma palavra "mal dita" para a pessoa ficar logo riscada. (A não ser que se queira explicar, mas muito raramente acontece). As pessoas nem se dão conta que enquanto falam fazem comentários (os negativos) e quem se sentir afectado com eles vai ficar com o pé atrás com elas.

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