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Conversas de autocarro

por *Márcia S.*, em 08.07.17

Já tinha dito que detesto andar de autocarro? Sinto-me como se estivesse a sufocar, cheia de pessoas em meu redor. De qualquer forma, tive de me habituar a eles, e nos últimos anos (principalmente) aprendi praticamente a andar pela cidade quase toda neles (facilidade de viver numa zona que tem autocarros directos para vários pontos da cidade ou onde posso fazer mudança rápida para outro). Ainda assim, não me fez gostar mais deles, mas o que tem de ser tem muita força. Estava eu a pensar na imensidão de conversas que já ouvi no autocarro quando ia, sozinha a pensar na minha vida no caminho para o trabalho ou a retornar a casa. Desde pessoas que vão ao telemóvel mas que parece que estamos a ouvir a resposta da pessoa do outro lado porque teimam em repetir cada frase que ouvem. Acho que nem se dão conta provavelmente do quão alto estão a falar e que, arrisco mesmo a dizer-me, 90% de quem está no autocarro consegue ouvir toda a conversa.

Depois temos aquelas pessoas que adoram meter conversa com desconhecidos, que depois passam a conhecidos de autocarro. Explicando o que é os "conhecidos de autocarro", aqui há umas semanas tinha eu apanhado o autocarro e vinha no meu cantinho sentada que o caminho ainda era longo devido ao transito na hora de ponta. Uma ou duas paragens após eu ter entrado, entra uma senhora na casa dos seus 60 e tantos anos que me pergunta se pode sentar ao meu lado. Como está claro digo-lhe que sim e continuei nos meus pensamentos "normais". Até que a senhora lá foi conversando comigo, sobre o marido, sobre o filho, a mulher do filho e por aí fora. A certa altura eu já não sabia o que lhe responder e limitei-me a olha-la e ouvir o que ela queria contar. Dias mais tarde volto a cruzar-me com ela no mesmo caminho e a senhor lembrou-se de mim antes mesmo de a olhar dizendo-me "oh menina, é a menina que conversou comigo outro dia não é? está tudo bem?". Recordei-me logo da senhora que falou da sua vida quase toda no espaço de uns 20 minutos.

 

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Uma mania que tenho

por *Márcia S.*, em 03.07.17

Dei por mim há uns dias a pensar em manias que tenho, e tenho várias diga-se de passagem, e uma delas foi a primeira a passar-me pela cabeça. Guardar "recordações" de coisas que fiz/vi/visitei. Por exemplo, ir ao cinema e guardar o talão para me lembrar mais tarde que aquele filme vi no cinema (como se me esquecesse que o vi lá, mas pronto... manias)! Estava eu a arrumar umas coisas minhas quando dei com uns quantos desses talões (não todos de cinema claro, de diversos locais onde fui) e por mais estranho que pareça parece que revivi em questão de minutos todos esses dias.

Por outro lado, tanto os guardo como passado um tempo volto a encontrar tais papeis e os deito todos fora. Portanto, a minha lógica deve ser guardar essas "recordações" temporáriamente?!

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2 coisas que me chateiam no mundo do trabalho

por *Márcia S.*, em 30.06.17

Há coisas que me chateiam profundamente no dia-a-dia, em específico dentro do trabalho (quando lá passamos maior parte do nosso tempo). Nem sempre podemos ter dias maravilhosos, nem sempre o dia de trabalho corre como o esperado. Por culpa nossa, de quem nos rodeia, do ambiente no geral.

  1. Diz que disse! Se há coisa irritante e que, aprendi tarde mas aprendi, é o existir sempre pessoas que gostam de falar e falar e falar. Falar mas não deles, falar apenas de terceiros. Teorias da conspiração, falar só porque sim. Muitas das vezes ouvem e comentam sem sequer confirmar se tal "boato" é verdadeiro. Falam por falar, porque lhes dá de certa forma algum gozo o fazer. Alguém me disse um dia "o melhor a fazermos é ouvir e calar, não comentar para não darmos abertura a que se fale ainda mais", é algo que levo em conta desde esse dia.
  2. Falta de trabalho em equipa! Outro dos pontos é quando o nosso trabalho depende do esforço de uma equipa que durante aquelas horas de serviço está (ou deveria) estar presente para se ajudar. Muitas das vezes vemos que alguns apenas preferem olhar para o seu próprio umbigo em vez de lutar em prol do grupo em si. Algo que, no geral, pode desmotivar toda a equipa que faz o esforço e acaba por "morrer na praia" por colegas que não fazem o mesmo esforço.

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